Ciro Schu é uma artista brasileiro de São Paulo.

Ele começou a pintar graffiti nos anos 90 com um estilo que, desde o início, se mostrou muito pessoal.

Ciro Schu desenvolve uma arte abstrata e figurativa. Procura mesclar símbolos e grafias diversas, mas a sua maior inspiração está nos traços e signos dos povos originários das Américas.

Seus signos, muito particulares, misturam a arte milenar e tradicional com  expressões da vida contemporânea.

Sua arte remete para situações da vida cotidiana e para objetos dos mais diversos. Seus traços realçam o que parece invisível ou óbvio na cena cotidiana.Suas imagens são estranhas e carregadas de formas imperfeitas. Poder-se-ia quase dizer que são sofridas.

O espectador sente-se interpelado de uma forma não direta e racional. É instado a buscar uma interpretação da arte, recorrendo a suas vivências e ao seu repertório visual. Aguça e torna, assim, o seu relacionamento com a obra mais longo e profundo.

Ele apresenta esculturas, pinturas e desenhos feitos a partir de diferentes materiais recuperados.

Sem negligenciar a história destes materiais, ele os redimensiona, lhes dá uma nova finalidade, amplia seus significados potenciais e joga com suas dimensões  e  com as convenções do seu uso.

Re-inicialização, re-cuperação, re-fazimento, re-organização: Eis as abordagens reveladoras do impulso animador de sua obra.

A estética de Ciro impacta e encanta, mas não se dá de forma gratuita. Prende o olhar. Requer um retorno por parte do visualizador. Ela convida para uma viagem para infinitas possibilidades de sentidos e significados, tornando-se uma arte com um caráter polissêmico.

Ela enfatiza a necessidade vital de sublimação poética dos sentidos.

Ciro Schu is a Brasilian artist from Sao Paulo .
He started painting graffiti in the 90’s with a very personal style since the beginning .
Ciro Schu develops abstract and figurative art , searching to mix symbols and various types of letterings. His bigest inspiration is in the symbols and traces of the original peoples of the Americas. His symbology is very peculiar , mixed with ancient art and traditional expressions of contemporary life. His art refers to situations of everyday life and objects of the most diverse nature. His lines enhance what once seemed obvious or invisible in daily scene.
His images are full of strange and imperfect forms. You could almost say they are able to feel pain. The viewer feels challenged in a direct and non-rational way, urged to seek an interpretation of the artwork, appealing to both their experiences and their visual repertoire. It sharpens your vision and brings a long and deep relationship with the work.
He presents sculptures, paintings and drawings made from different recovered materials. Without neglecting their own histories, he resizes and repurposes the materials , expanding their potential meanings by playing with dimension and the conventions of their use. To restart, to recover, to rework, to rearrange: these approaches reveal the impulse that animates his work. It emphasizes the vital necessity for a poetic sublimation of the senses.
The aesthetic impacts and enchants, but it requires something back from the viewer. It catches the eye, making it possible for the imagination to travel to endless possibilities of meaning.